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AUTOEFICÁCIA MATERNA PARA O SEGUIMENTO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DO RECÉM-NASCIDO EGRESSO DA UNIDADE CANGURU

RESUMO

Avanços tecnológicos e humanísticos são apresentados como estratégia de atenção perinatal e inclusão familiar para o aumento da expectativa de sobrevida dos prematuros. O Método Canguru (MC) é o modelo adotado no Brasil como política pública para redução da mortalidade neonatal. O nascer prematuro e suas vulnerabilidades podem trazer às mães momentos de medo, tristeza e insegurança acerca dos cuidados ao recém-nascido. Diante disso, o objetivo deste estudo foi analisar a autoeficácia materna antes e após intervenção educativa, por meio da escala Avaliação da Autoeficácia Materna Percebida, no seguimento na atenção primária. Estudo de intervenção realizado em uma maternidade de referência em Fortaleza com a participação de 43 binômios mãe e filho assistidos pela Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCa). Foram utilizados para coleta de dados, instrumentos que mensurassem a autoeficácia das mães na 2ª, etapa do Método Canguru e no 15º dia após alta hospitalar, via telefone, no retorno à Atenção Primária. Além disso, foram realizados grupos educativos com o auxílio de jogos como estratégia de interação e fluidez do aprendizado. Os resultados evidenciaram associação entre os dados sociodemográficos e autoeficácia materna entre mães de prematuros, principalmente entre aquelas em fase reprodutiva, com ensino médio que moram na capital com seus companheiros e renda familiar menor ou igual a 1 (um) salário mínimo. A educação em saúde com o uso dos jogos educativos trouxe ao grupo de discussão sentimentos de culpa, solidão e angústia por reduzida autoeficácia nas condutas de cuidar do bebê, relacionados ao aleitamento materno, sinais de alerta e banho, mas também de motivação e superação sendo revelado aumento na autoeficácia após intervenção educativa. O estudo identificou a diminuição do uso da posição canguru no domicílio por falta da bolsa canguru e, além disso, apenas 60,5% das mães continuaram com o aleitamento materno exclusivo. Embora alguns fatores sociodemográficos possam interferir na autoeficácia materna, parece ser imprescindível o envolvimento da equipe de saúde com enfoque na educação em saúde para a alta do ambiente hospitalar e posterior seguimento na atenção primaria. Assim, a partir das dificuldades apresentadas pelas mães e com o aumento da autoeficácia materna revelado após intervenção educativa o estudo demonstra que a qualidade dos indicadores da assistência ao binômio poderia ter sido mais eficaz se 60,5 % das mães tivessem recebido o apoio aos cuidados com o bebê pela equipe de saúde da família em seus domicílios.

Palavras-chave: Educação em Saúde. Método Canguru. Prematuridade. Atenção Primária à Saúde.

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