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AVALIAÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS NO TERRITÓRIO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

RESUMO: O envelhecimento populacional é algo cada vez mais presente na sociedade brasileira, que vem apresentando queda acentuada da natalidade, aliado à diminuição das taxas de mortalidade em todos os grupos etários. Esse segmento populacional que mais cresce em nosso país sofre modificações físicas e cognitivas, fazendo-se importante o acompanhamento do estado cognitivo como uma importante ferramenta capaz de subsidiar o estabelecimento de condutas terapêuticas e minimização de danos. O presente estudo objetivou avaliar a cognição de idosos institucionalizados no território da Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, no qual participaram 157 idosos institucionalizados, sendo 60 destes avaliados cognitivamente por meio do Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e cinco Responsáveis Técnicos das Instituições de Longa Permanência investigadas. A análise estatística utilizou o software Epi Info, versão 7.2.2.16 para Windows sendo realizado o cálculo de frequências absolutas e relativas, bem como pontuação máxima e média do MEEM, sendo esta cruzada com as variáveis preditoras (sociodemográficas, clínicas e institucionais). A relação de dependência foi verificada através do teste estatístico Kruskal Wallis, com nível de significância de 0,05. Posteriormente, procedeu-se à análise gráfica para apresentação do desempenho dos idosos, segundo o sexo e dentro dos diferentes itens do teste neuropsicológico. Observou-se a predominância de déficit cognitivo nos idosos avaliados, considerando os diferentes estratos de escolaridade. A escolaridade foi a única variável a apresentar relevância estatística no resultado do Mini Exame e percebeu-se diferente performance dos idosos do sexo feminino e masculino, quando da avaliação nos diferentes domínios. Sobre a relação estabelecida entre as Instituições e a equipe de Saúde da Família evidenciou-se grande fragilidade, dada à escassez ou até mesmo a inexistência de ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde, voltadas a esse público. Esses resultados apontam para a urgente necessidade de discussão da temática apresentada e reconhecimento dos abrigos como integrantes do território de abrangência e de responsabilização da Estratégia Saúde da Família.

 

Palavras-chave: Idoso; Cognição; Instituição de Longa Permanência para Idosos; Atenção Primária à Saúde.

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