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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

RESUMO
Este estudo objetivou avaliar a qualidade da assistência pré-natal prestada às usuárias acompanhadas pela Estratégia Saúde da Família (ESF); caracterizar o perfil sócio demográfico das gestantes e puérperas atendidas nas ESF; avaliar a estrutura disponível nas unidades da ESF para prestação da assistência pré-natal, avaliar o processo assistencial da atenção pré-natal prestado às usuárias atendidas pela ESF, analisar os indicadores de resultados da atenção pré-natal realizada na ESF, mensurar o grau de satisfação das mulheres quanto à atenção pré-natal recebida propor sugestões aos gestores para melhoria da atenção pré-natal. Trata-se de um estudo do tipo transversal, descritivo, com uma abordagem quantitativa e seguiu o referencial teórico de Donabedian. Realizado na cidade de Lavras da Mangabeira com uma amostra de 189 usuárias. A coleta dos dados ocorreu no período de março a maio de 2016, através de quatro formulários. Os dados foram digitados e armazenados no programa Excel 2010, organizados e apresentados em tabelas confeccionadas pelo Microsoft Word 2010. As análises estatísticas referentes à estrutura foram realizadas pelo software QtiPlot versão 0.9.8.6 e apresentados em forma de figuras. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, parecer de N. 1.367.302. Os resultados evidenciaram uma estrutura precária para a oferta de um pré-natal de qualidade. Apenas os critérios recursos materiais e instrumentos de registros foram classificados como adequados. Quanto ao componente processo, observou-se que em 88,3% dos cartões havia registros dos antecedentes pessoais, sendo que nenhuma das gestantes apresentou alto risco. Percebeu-se que o parto vaginal prevaleceu e o intervalo entre as gestações foi de, em média, dois anos. 89,2% dos recém-nascidos nasceram com peso adequado. O índice de Kesnner (nível 1) mostrou que 86,7% das mulheres iniciaram o Pré-natal antes de 14 semanas e realizaram no mínimo seis consultas. Quanto à vacinação, 96,2% foram imunizadas contra o tétano neonatal, 85,1% contra hepatite B e 69,8%, a influenza. Na realização dos exames laboratoriais, houve uma queda entre os do primeiro e o terceiro trimestre, principalmente as sorologias. Apenas 9,5% realizaram citologia, 69,3,% não participaram de consulta odontológica e 82% não receberam orientações sobre amamentação. O componente resultado revelou que 65,2% das puérperas pariram por via vaginal com idade gestacional em média de 39,7 semanas, 93,8% dos recém-nascidos apresentaram índice de APGAR >7 no primeiro e 100% no quinto minuto, 92,1% nasceram com peso adequado. Não ocorreu morte neonatal ou materna. Foi evidenciado também que 60% das puérperas não receberam visita puerperal e 75,6% não foram encaminhadas ao planejamento familiar. Quanto à satisfação com a assistência recebida, 74,4% estavam satisfeitas e 87,6% atribuíram notas entre seis e dez. Os resultados encontrados permitiram verificar que a assistência pré-natal possui fragilidades que indicam a necessidade de reformular estratégias fortalecedoras da assistência, com vistas à redução dos pontos fracos, contribuindo, assim, para a redução da morbimortalidade materna e fetal, tornando a gestação um momento especial para a mulher, família e profissionais que assistem.

PALAVRAS-CHAVE: Gravidez. Cuidado pré-natal. Qualidade da assistência a saúde.

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