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AVALIAÇÃO DA REDE DE CUIDADOS À PESSOA COM DEFICIÊNCIA PELA ÓTICA DOS GESTORES E EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

RESUMO: Reconhece-se a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) como uma iniciativa para priorizar as necessidades assistenciais de saúde da pessoa com deficiência (PcD), por meio da disponibilização de ações de promoção, tratamento e reabilitação, através de serviços de atenção primária, secundária e terciária. Desse modo, o objeto da pesquisa é o estágio de desenvolvimento de uma RCPD. Pretende-se avaliar a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência a fim de responder ao objeto da pesquisa, identificar as áreas críticas do desempenho da rede e investigar se existe uma rede regionalizada com serviços integrados e cuidados coordenados pela APS. Estudo de caso, com abordagem quantitativa. Utilizou-se um questionário fechado graduado em escala de 0 a 3, com 174 itens, os quais versam sobre as sete dimensões que constituem uma RAS: população, APS, Pontos de Atenção Secundários e Terciários, Sistemas de Apoio, Sistemas Logísticos, Sistemas de Governança e Modelo de Atenção à Saúde. O somatório dos escores classifica o estágio de desenvolvimento da Rede desde Incapacidade para operação de RASs: sistema fragmentado, à Capacidade ótima para operar RASs: redes integradas de atenção à saúde. Os resultados expostos em gráficos revelaram áreas críticas como: uma territorialização incompleta, uma APS reconhecidamente porta de entrada, entretanto não consegue ser coordenadora dos cuidados dentro de uma rede por lacunas comunicacionais existentes entre ela e os serviços assistenciais dos diferentes níveis, por quase inexistência de prontuários eletrônicos e contrarreferências, assim como lacunas comunicacionais entre APS e os sistemas de apoio e logísticos por escassez de linhas guias e protocolos. Evidenciou-se uma governança indiferente, distante do conhecimento dos profissionais e gestores e um modelo de atenção à saúde fragmentado. Alguns serviços especializados como Centro Especializado em Reabilitação (CER) e Oficinas Ortopédicas inexistem. O estágio de desenvolvimento da Rede se evidencia com a média classificada como capacidade básica para operar RASs: rede de atenção à saúde incipiente. Os serviços de saúde na Região de Saúde investigada não se organizam de forma integrada em Rede.

 

Palavras chaves: Serviços de Saúde para Pessoas com Deficiência; Pessoas com Deficiência; Assistência à Saúde; Integração de Sistemas; Atenção Primária à Saúde.

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