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AVALIAÇÃO DOS ENCAMINHAMENTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA PARA A ATENÇÃO ESPECIALIZADA NA CENTRAL DE REGULAÇÃO

RESUMO: São notáveis os avanços na organização da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. No entanto, importantes entraves precisam ser superados para a integração da Rede de Atenção à Saúde (RAS). A vivência como gestora da saúde despertou por estratégias para melhorar a problematização da demanda de encaminhamentos na central de regulação. O estudo teve como objetivo avaliar os encaminhamentos da APS para a atenção especializada na central de regulação no município de Mombaça-Ceará. Trata-se de um estudo de métodos mistos com estratégia de delineamento sequencial explanatório. Na etapa quantitativa os dados foram levantados por meio dos seguintes critérios: justificativa clínica, tempo de espera, especialidade solicitada, região de saúde e hipótese diagnóstica. A análise destes dados foi realizada pelo software Statistical Packcage for the Social Sciences (SPSS) 20,0 e os resultados expressos em forma de frequência absoluta e percentual e analisados por meio dos testes exato de Fisher ou qui-quadrado de Pearson. Na etapa qualitativa foi realizado grupo focal com médicos da APS possibilitando discussões e reflexões mediante questões norteadoras e os dados da primeira etapa. A análise dos dados qualitativos foi submetida à análise de conteúdo, modalidade temática de Bardin. A pesquisa foi submetida e aprovada no Comité de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará. Identificou-se que dos 643 encaminhamentos da APS para a atenção especializada a otorrinolaringologia apresentou 17,7% (n= 113), à tomografia de coluna expressou o maior número de exames com  relação ao menor tempo de espera (até 30 dias), 99,7% dos encaminhamentos são agendados para Policlínica da Região de Saúde e os sem hipótese diagnóstica somaram 61,6% (n= 392). A cefaleia foi a hipótese diagnóstica com maior proporção 10,2% (n= 25). No grupo focal houve reflexões da importância de uma justificativa clínica estruturada, das angustias relacionadas à contra referência, a problemática do retorno, a educação em saúde e o desconhecimento dos protocolos de encaminhamentos do MS. A aproximação entre gestão e profissionais ampliou olhares para o fortalecimento da temática. Conclui-se que a gestão terá recursos relevantes para implantação de estratégias na APS, central de regulação e Região de Saúde para uma organização do fluxo e contra fluxo dos encaminhamentos, elevando a qualidade do manejo com o paciente, reduzindo custos e ampliando a integralidade da RAS.

 

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde. Encaminhamento e Consulta. Assistência à
Saúde.

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