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CONHECIMENTO E COMPORTAMENTO EM RELAÇÃO À TRANSMISSÃO DO HIV/AIDS E OUTRAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM ADULTOS

RESUMO: As infecções sexualmente transmissíveis são um problema de saúde pública em todo o mundo. A faixa etária mais acometida por sífilis e HIV no Brasil é a adulta. A alta demanda espontânea e os agendamentos de consulta de prevenção ao câncer de colo uterino por pessoas com sinais e sintomas de IST é um problema percebido pela autora em seu campo de trabalho. Diante disso, este estudo objetiva avaliar o conhecimento e o comportamento de adultos de uma Unidade de Atenção Primária à Saúde do município de Fortaleza, em relação ao HIV/Aids e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Para isso, o estudo valeu-se de uma metodologia transversal, quantitativa com amostra de 211 adultos. Utilizou-se um instrumento recorte do questionário do Ministério da Saúde para a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira. Recorreu-se à analise descritiva e teste de fisher para verificar se o comportamento de uma variável pode ser influenciado por outra variável. Além disso, o estudo seguiu os preceitos éticos e legais da Resolução 466/12. Quanto aos resultados, verificou-se que 62,1% não trabalhavam e 70,3% tinham renda familiar mensal de até um salário mínimo; o conhecimento sobre hepatites virais e gonorreia foi deficiente enquanto que sobre HIV/Aids foi adequado. Maior escolaridade esteve associada ao conhecimento adequado sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis e HIV/Aids. A adesão ao preservativo foi de 4,8% nas relações com parceiro fixo e de 14,8% com parceiros casuais, além disso, entrevistados consideraram-se com baixo risco de infecção pelo HIV. A mais, o não uso de preservativo na primeira relação (p-valor 0,002), não viver com companheiro atualmente (p-valor 0,003) e parceria casual no último ano (p-valor 0,003) estavam relacionados a Infecções Sexualmente Transmissíveis em homens. O conhecimento deficiente sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis leva à autopercepção de baixo risco que reflete em relações sexuais sem preservativo, expondo as pessoas ao risco de adoecerem. Assim, nota-se que mais estudos são necessários para compreender a vulnerabilidade de adultos às Infecções Sexualmente Transmissíveis. Além disso, o enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis deve ser parte das rotinas de trabalho da estratégia de Saúde da Família junto à comunidade.

 

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde. Infecções Sexualmente Transmissíveis. Análise de Vulnerabilidade

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