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EDUCAÇÃO EM SAÚDE BUCAL COMO ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DA AUTOIMAGEM E PREVENÇÃO DE IST/HIV EM ADOLESCENTES ESCOLARES

RESUMO

A saúde bucal é um componente essencial para a função humana e para a qualidade de vida. Na adolescência, a abordagem sobre os cuidados com a saúde oral pode ser considerada estratégia precursora para prevenção de outras situações típicas desta fase, como a promoção da autoimagem bucal, prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST) e a gravidez não planejada, contemplando a Educação em Saúde. Neste estudo, objetivou-se verificar a efetividade de uma intervenção educativa em saúde bucal como estratégia mediadora para promoção da autoimagem bucal e prevenção das IST/HIV em adolescentes de uma escola pública do município de Carnaubal-CE. Trata-se de uma pesquisa do tipo intervenção, com uma abordagem predominantemente quantitativa, realizada junto a 109 escolares na faixa etária de 12 a 18 anos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de dois questionários pré e pós-intervenção, com a utilização de variáveis sociodemográficas, sexuais e reprodutivas e relacionadas à saúde bucal. Os dados coletados foram submetidos à análise estatística. Os resultados encontrados indicam que 50,5% dos participantes eram do sexo feminino, 85% solteiros, 82,6% católicos, 79,8% residiam com os pais, 84,4% não exerciam atividade remunerada, 62,4% já haviam “ficado” e apenas 14,7 % já tiveram relação sexual, dos quais 11% usaram preservativo na última relação sexual. Quanto à saúde bucal, observou-se que: 96,3% a consideravam importante e 96,3% tinham o hábito de escovar os dentes diariamente. Sobre os acometimentos na cavidade bucal: 54,1% já observaram se tinham mau hálito, 32,1% sangramento gengival, 49,5% cárie dentária e 53,2% mal posicionamento dos dentes e em relação à autoimagem bucal, a maioria relatou estar insatisfeito por conta dos fatores estéticos. Após intervenção educativa, verificou-se melhoria nos conhecimentos dos adolescentes sobre as IST, principalmente entre aqueles que já tiveram relação sexual (p=0,018) e observou-se que a pontuação média do conhecimento das meninas e dos meninos, apesar de não apresentar associação estatística, aumentou no pós-intervenção, visto que a pontuação média se elevou de 8 pontos para 14. A intervenção realizada na escola com foco na saúde bucal e sexual e reprodutiva evidenciou que é possível, por meio de estratégias inovadoras e tecnologias leves, promover Educação em Saúde aos adolescentes, favorecendo o empoderamento para tomadas de atitudes saudáveis diminuindo as vulnerabilidades a que estão expostos. 

Palavras-chave: Educação em saúde bucal; Doenças Sexualmente Transmissíveis; Saúde do Adolescente; Atenção Primária à Saúde.

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