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FATORES RELACIONADOS À DETECÇÃO DA TUBERCULOSE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM ITAPIPOCA-CE

RESUMO

A Tuberculose (TB) permanece como um problema prioritário em saúde pública, apesar de ser uma das doenças infecciosas mais antigas e vulnerável ao tratamento medicamentoso. Seu agente etiológico da tuberculose é o Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch- BK). A baixa detecção dos casos de tuberculose em Itapipoca persiste como um sério problema nas ações municipais de combate à doença, podendo estar relacionada com falhas no planejamento, na execução, no monitoramento e na avaliação do Programa de Controle da Tuberculose - PCT. Este trabalho tem como objetivo geral conhecer os fatores relacionados à detecção da Tuberculose na Estratégia Saúde da Família – ESF de Itapipoca-CE, no período de 2009 a 2012 e ainda, especificamente: verificar a detecção de casos novos de TB em relação aos casos esperados por equipe da ESF de Itapipoca-CE, no período de 2009 a 2012; descrever o perfil dos ACS e dos médicos e enfermeiros participantes do PCT em Itapipoca; identificar as práticas dos ACS e dos médicos e enfermeiros da ESF adotadas sobre a detecção da Tuberculose; descrever as dificuldades dos ACS e dos médicos e enfermeiros da ESF na detecção de TB. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa, realizado em duas etapas: Etapa 1 - levantamento documental dos relatórios do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN, verificando o desempenho do município no diagnóstico dos casos novos, notificados no período de 2009 a 2012, identificando o número de casos novos em cada área, situação das baciloscopias, exame realizado para diagnóstico e alta; Etapa 2 – aplicação um questionário aos componentes da ESF (Agentes Comunitários de Saúde – ACS e Médicos, Enfermeiros), enfocando conteúdos relacionados à detecção da TB. Das 26 equipes estudadas no período de 2009 a 2012, apenas quatro obtiveram êxito na detecção dos casos de TB, estando duas equipes da zona urbana e duas na rural, assim a urbana foi à zona que detectou o maior número de casos. O perfil do ACS demonstrou profissionais do sexo feminino, segundo grau completo, que atuam na ESF há mais de 10 anos, além de residir e executar suas atividades na área rural, treinados há mais de três anos. Os enfermeiros atuam na ESF num período entre dois e 10 anos, graduados de cinco a 10 anos, agem igualmente divididos entre as zonas urbana e rural. Já os médicos, trabalham na ESF de cinco a 10 anos, graduados a mais de 10 anos e executam suas atividades na zona urbana. A prática relatada se referiu a capacidade de sentirem-se seguros para identificar suspeitos de TB, estimar casos e buscá-los de forma ativa em todas as visitas, encaminhar contatos de pacientes diagnosticados para a UBS, acompanhar a realização da baciloscopia para diagnóstico e segmento dos casos suspeitos de TB, dentre outras, porém o desempenho das ESF foi divergente da prática citada. As principais dificuldades declaradas referem-se à extensa área descoberta, falta de capacitação/atualização, descontinuidade de insumos laboratoriais, preconceito e receio em relação à TB, o sigilo do diagnóstico e a associação entre a tosse e o fumo.

Palavras-chave: Tuberculose. Detecção. Saúde da Família. Atenção Primária à Saúde.

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