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FRAGILIDADE E RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS DE UMA UNIDADE DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

RESUMO: O envelhecimento populacional é um fenômeno que ocorre em todo o mundo acarretando uma modificação do perfil epidemiológico. Com a maior longevidade surgem demandas inerentes a essa fase do ciclo de vida do idoso. A síndrome da fragilidade e as quedas são eventos que podem trazer desfechos negativos na qualidade de vida do idoso. O objetivo desse estudo é identificar o nível de fragilidade e o risco de quedas em idosos de uma unidade de atenção primária à saúde. Realizou-se um estudo observacional, transversal, de abordagem quantitativa com 145 idosos de uma unidade de atenção primária à saúde em Fortaleza, Ceará. A coleta de dados ocorreu de março a maio de 2019 após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará – UFC, com o Parecer 3.066.333. Utilizou-se um instrumento para identificar as variáveis socioeconômicas e fatores de risco à saúde, a Escala de Fragilidade de Edmonton para determinar o nível de fragilidade e o teste Time Up and Go para avaliar o risco de queda. A amostra teve predomínio de idosos do sexo feminino, com média de idade de 71 anos, baixa escolaridade e renda familiar de 1,5 salários mínimos. A hipertensão arterial e diabetes mellitus foram os agravos de maior prevalência entre os idosos. No nível de fragilidade predominou a fragilidade leve seguida da moderada e severa. O médio risco de quedas obteve maiores percentuais seguidos pelo baixo risco. A situação conjugal, idade, comorbidades, menor escolaridade, humor, polifarmácia, internações e independência funcional foram fatores associados a síndrome da fragilidade e risco de quedas nos idosos. A partir dos resultados verificou-se a importância de caracterizar os idosos quanto a fragilidade e risco de quedas na abordagem do idoso na Atenção Primária. Esse conhecimento é necessário para auxiliar a atuação dos profissionais de saúde no planejamento das intervenções e estratégias para minimizar ou reduzir as vulnerabilidades e riscos dos idosos em relação a esses. A incorporação dessa prática na atenção primária norteará ações para uma abordagem ampliada de cuidado da saúde priorizando a busca da autonomia e capacidade funcional do idoso.

 

Descritores: Envelhecimento. Idoso. Fragilidade. Enfermagem.

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