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GRUPO DE IDOSOS ENQUANTO DISPOSITIVO DE EMPODERAMENTO EM SAÚDE: UMA PROPOSTA DE PESQUISA AÇÃO

RESUMO: O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. Nesse contexto, as políticas de saúde, juntamente com outras políticas públicas devem promover que o aumento da expectativa de vida seja acompanhado de qualidade, por meio de ações que busquem proporcionar a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver da pessoa idosa. Assim, os grupos de promoção da saúde se inserem enquanto valiosas ferramentas de empoderamento em saúde da pessoa idosa. O objetivo foi desenvolver ações no campo da promoção e da educação em saúde em um grupo de idosos e compreender de que forma a participação no grupo contribuiu para empoderamento em saúde, a partir da perspectiva dos idosos. Trata-se de um estudo exploratório, com abordagem qualitativa fundamentado nos pressupostos da pesquisa ação, realizado com 26 idosos em um município de pequeno porte populacional da Paraíba. As atividades foram realizadas mediante metodologias participativas e dialógicas, a partir de oficinas e rodas de conversa, sobre temáticas oriundas do grupo de idosos. Após a realização destas, 17 idosos foram entrevistados a fim de compreender suas percepções sobre o empoderamento em saúde. As entrevistas foram gravadas e transcritas, sendo analisadas segundo o método de análise de conteúdo. A coleta de dados ocorreu entre setembro de 2018 a março de 2019, utilizando-se diário de campo e entrevista semiestruturada. O material empírico foi submetido à análise temática. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa CAAE: 93142418.4.0000.5188. A vivência no grupo segundo os idosos influenciou no empoderamento em saúde dos idosos e na qualidade de vida em relação aos domínios físico, psicológico e social, levando-os a avaliarem as relações entre os integrantes, o compartilhamento de experiências e aprendizagens, ressignificar projetos de vida, estimular a autonomia e independência e a satisfação com a saúde na velhice fruto de uma construção coletiva. Ao introduzir um novo olhar ao grupo onde educadores e educandos passaram a ser sujeitos em todo o processo, foi possível intervir politicamente na luta pela saúde, bem como articular o processo educativo à busca de autonomia alicerçado em uma metodologia participativa que permitiu a atuação efetiva dos participantes nesse processo. A intervenção valorizou os conhecimentos e experiências de todos, oportunizou discussão, identificação e reflexão sobre os problemas de saúde e de vida, construindo sentidos às situações concretas da vida. Torna-se imprescindível o apoio de idosos, profissionais e gestores para planejar medidas promotoras de melhorias na atenção à saúde do idoso, mais apropriadas ao contexto de vida e saúde desse grupo populacional.

 

Palavras-Chaves: Idosos; Envelhecimento; Promoção da saúde; Qualidade de vida.

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