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HANSENÍASE ENTRE CONTATOS DOMICILIARES NO MUNICÍPIO DE MARACAÇUMÉ – MA

RESUMO
A hanseníase no Brasil ainda se constitui problema de saúde pública. No Estado do Maranhão, dos 217 municípios, 98 (45,2%) apresentam taxas hiperendêmicas, destacando-se o município de Maracaçumé com taxa de incidência de 167,17/100 mil habitantes em 2012. O Ministério da Saúde preconiza a vigilância de contatos como uma das principais medidas para se alcançar o diagnóstico precoce da hanseníase, contribuindo para controlar a expansão da endemia. Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo que tem com o objetivo de analisar a prevalência de hanseníase entre contatos domiciliares no município de Maracaçumé-MA. A partir de consulta ao SINAN foram identificados 34 casos índices de hanseníase, em um total de 24 famílias. Realizaram-se visitas domiciliares aos contatos para avaliação dermatoneurológica, sendo a prevalência de hanseníase de 6,3%. Nas 24 famílias pesquisadas, 20,83% apresentavam mais de um caso da doença. Quanto aos resultados sociodemográficos, 52,7% eram do sexo feminino, 38,4% dos contatos estavam na faixa etária de 15 à 39 anos e 48,2% tinham até o fundamental incompleto. 71,42% dos contatos doentes tinham primeiro grau de parentesco com o caso índice (CI). Entre os contatos doentes, observou-se predomínio do sexo masculino (85,7%), da cor parda (71,4%) e forma dimorfa (85,7%). Quanto ao tempo de convívio dos contatos doentes com os CIs, antes que esses últimos iniciassem o tratamento, 42,8% relataram período de 13 a 24 meses. Com a identificação de 01 caso novo multibacilar pode-se contribuir para a quebra da cadeia de transmissão, pois o mesmo constituía-se fonte de infecção da doença. Os resultados evidenciaram que contatos de hanseníase estavam expostos a precárias condições socioeconômicas podendo contribuir para a propagação da doença.
Descritores: Hanseníase. Prevalência. Epidemiologia.

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