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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA E DIABETES mellitus: ANÁLISE DOS SINTOMAS DE DEPRESSÃO EM IDOSOS ACOMPANHADOS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

RESUMO: A pesquisa objetivou avaliar a presença e o nível de sintomas de depressão entre os grupos de idosos portadores de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus e os não portadores dessas patologias acompanhados pela Estratégia Saúde da Família no município de Sobral, Ceará. Tratou-se de estudo do tipo Caso- Controle. Foi realizado no município de Sobral, Ceará, mais especificamente na Estratégia Saúde da Família. A população foi composta por idosos acima de 60 anos portadores de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus (casos) e os não portadores dessas patologias (controles). A coleta de dados foi de maio a julho de 2019, com 210 idosos, onde 106 fizeram parte do grupo caso e 104 do grupo controle. Utilizou-se um formulário para caracterização sócio demográfica, clínico e comportamental e a EDG-15 (escala de depressão geriátrica versão reduzida). O estudo obedeceu a resolução 466/12 com parecer favorável do Comitê de Ética da Universidade Estadual Vale do Acaraú nº 3.314.367. Dos 37,6% idosos que apresentaram sintomas de depressão, 33,8% era de leve a moderada e 3,8% depressão grave (p <0,005). As médias da EDG-15 foram mais elevadas nos que não praticavam atividade física (6,2± 3,3), com a pressão arterial e glicemia descontroladas (6,7± 2,7; 6,7± 3,5), que passaram por hospitalizações (6,3± 3,2) e que participam de atividades grupais (5,9± 3,1). Dentre os casos, 53,8% apresentaram sintomas de depressão, enquanto nos controles os percentuais foram de apenas 21,2%. A chance de ter depressão entre os casos foi de 4,3 vezes mais do que os controles (IC95%: 2,3 – 7.9) (p=0,003). Apresentaram maior percentual de depressão o sexo feminino (p<0,001), baixa escolaridade (p<0,001), casado (p<0,001) e renda familiar maior que um salário mínimo (p<0,001). Encontrou-se associação entre depressão e HAS/DM na medida que se verificou maior prevalência de sintomas depressivos nos casos em relação aos controles. As doenças crônicas, comuns entre os idosos, diminuem a qualidade de vida e causam restrições que interferem na saúde mental dos idosos. Destaca-se a relevância de boas práticas de rastreamento por meio de instrumentos simples, de custo baixo e que são capazes de identificar os riscos e dimensões de adoecimento. A ESF desempenha papel fundamental no acompanhamento às famílias, atuando como coordenadora e ordenadora do cuidado, atuando desse modo, na promoção da saúde e prevenção de doenças.

 

Palavras-chave: Idosos, Depressão, Doenças crônicas não transmissíveis, Estratégia Saúde da Família.

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