Início do conteúdo

INSERÇÃO DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS EM ATENÇÃO À SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

RESUMO: O aumento em larga escala do número de pessoas acometidas por desordens de ansiedade, com sintomas afetando a qualidade de vida, chama a atenção para a necessidade de cuidados em saúde mental na atenção primária e as Práticas Integrativas e Complementares podem contribuir neste processo. Dessa forma, esta pesquisa tem por objetivo analisar a contribuição de práticas integrativas para um grupo terapêutico de sujeitos que se autodeclaram ansiosos. O estudo realizado é de natureza qualitativa, com abordagem de caráter descritivo-exploratório. Contou com a participação de 14 integrantes de um grupo terapêutico de pessoas com sintomas de ansiedade na faixa etária de 20 a 70 anos. Para coleta de dados foi utilizado um formulário de entrevista individual com intuito de construir o perfil dos participantes; o Inventário de Ansiedade de Beck, para avaliação dos sintomas dos usuários e; grupos focais antes e após a introdução das práticas integrativas para efeito comparativo das falas e verificação dos benefícios trazidos pela inserção das técnicas. Os dados foram analisados pela epidemiologia descritiva e pela análise de conteúdo de Minayo. Os resultados encontrados mostram que, apesar da tentativa de atenção integral oferecida pelos meios convencionais de atenção, ainda existia uma lacuna no grupo, a qual foi preenchida pela introdução das práticas integrativas. Outro fator importante é que, além de demonstrar os benefícios emocionais individuais e coletivos resultantes das práticas, a pesquisa chama a atenção para a possibilidade de redução do uso de medicamentos, por esse público, com a introdução de tecnologia leve e de baixo custo. Conclui-se, portanto, que a associação das práticas convencionais de grupos com as práticas integrativas e complementares, na atenção primária, favorecem novas possibilidades de integralidade e de aproveitamento dos privilégios para o cuidado em saúde mental nesse nível de atenção.

 

Palavras-chave: Ansiedade. Atenção primária à saúde. Terapias complementares.

Voltar ao topoVoltar