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LIMITAÇÃO DE ATIVIDADE EM PESSOAS AFETADAS PELA HANSENÍASE EM MUNICÍPIO HIPERENDÊMICO DO MARANHÃO

RESUMO: A hanseníase no Brasil é considerada problema de saúde pública devido a sua magnitude e ao seu alto poder incapacitante o que leva a pessoa acometida a ter limitação de atividades. A limitação de atividade ocasionada pela hanseníase acontece não somente no âmbito pessoal, mas também no social, econômico e emocional. Internacionalmente para avaliar a limitação de atividade foi elaborada uma escala internacional, a Screening Activity Limitation and Safety Awareness (Triagem de Limitação de Atividade e Consciência de Risco) – escala SALSA. O objetivo foi analisar a limitação de atividade nas pessoas afetadas pela hanseníase em um município hiperendêmico do Maranhão. Trata-se de um estudo analítico do tipo transversal com coleta retrospectiva. O estudo foi desenvolvido no município de São Luís, em uma unidade estadual de referência para a hanseníase. A população fonte (N=485) compreendeu todos os casos novos de hanseníase, residentes no município de São Luís- MA, com idade igual ou superior a 18 anos, notificados pela unidade de referência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período de 2010 a 2017, sendo a amostra composta por 111 prontuários (n=111). No grupo em estudo, 32,43% das pessoas estavam na faixa etária de 34 a 49 anos, 54,95% eram do sexo feminino, 72,97% eram da raça/cor parda e 42,34% tinham a escolaridade do ensino médio completo à educação superior incompleta. Em relação às características clínicas, os percentuais encontrados foram: forma clínica dimorfa, 60,36%; classificação operacional multibacilar, 72,97%; grau incapacidade igual a zero, 64,86%; até 5 lesões dermatológicas, 68,47%; até 3 nervos afetados, 88,29%; nunca houve episódio reacional, 95,50%; não houve intolerância à Dapsona, 90,99%; e baciloscopia negativa,52,25%. Quanto à ao escore SALSA, 82,88% das pessoas apresentaram-se sem limitação e 17,12% com alguma limitação. A análise dos escores da escala SALSA para a amostra estudada evidenciou que a maior parte (82,88%) dos indivíduos encontrava-se sem limitação de atividades e dos que apresentavam limitação, a maioria (15,32%) situou-se na categoria leve. Pode se evidenciar ainda associação estatística significante entre a limitação de atividade e as variáveis nervos afetados e presença de intolerância à Dapsona.

 

Palavras-chave: Hanseníase. Limitação de atividade. Incapacidades.

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