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Alunos do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF), da Nucleadora Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), participaram da III Mostra Potiguar de Experiências em Promoção da Saúde, realizada de 25 a 27 de agosto, na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio de Araújo Sales, em Natal (RN). Os discentes apresentaram trabalhos nas modalidades e-banner e comunicação oral, levando ao evento experiências construídas a partir das atividades acadêmicas desenvolvidas ao longo da formação.

A Mostra integrou a programação do IV Seminário Estadual de Promoção da Saúde do Rio Grande do Norte e reuniu gestores, trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, representantes do controle social e movimentos sociais em um espaço voltado ao reconhecimento, à valorização e ao compartilhamento de práticas desenvolvidas nos municípios e territórios potiguares.

Com foco na Promoção da Saúde, na Educação Permanente em Saúde e na produção de conhecimentos no âmbito do SUS, o evento destacou experiências inovadoras, participativas e intersetoriais relacionadas a temas como equidade, territórios saudáveis, cultura de paz, mobilidade segura e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A participação no evento levou ao debate experiências e reflexões construídas a partir da relação entre formação, pesquisa e atuação nos territórios. Os trabalhos abordaram diferentes dimensões da promoção da saúde e da Atenção Primária à Saúde (APS), envolvendo temas como atenção domiciliar, assistência pré-natal, intervenções no território, educação em saúde, saúde digital e cuidado à população migrante.

Entre os trabalhos apresentados está “Território, cuidado e epistemologias críticas na atenção domiciliar”, de autoria de Maria Diane Braga Dantas Monteiro, doutoranda do PPGSF/RENASF/UFRN e enfermeira da Atenção Primária à Saúde de Caicó; Karla Patrícia Cardoso Amorim e e João Bosco Filho, professores do PPGSF/RENASF/UFRN.

Maria Diane também apresentou o trabalho “Qualificação da assistência pré-natal: integração entre universidade, hospital e Atenção Primária”, trazendo para a Mostra uma experiência voltada à articulação entre diferentes pontos e instituições envolvidos no cuidado e na formação em saúde.

A doutoranda Mariana Formiga Morais, enfermeira da Atenção Primária à Saúde de Gramoré, em Natal, participou com dois trabalhos. O primeiro, “Implantação da Calçada Amiga na Atenção Primária à Saúde de Natal: um relato de experiência”, apresenta uma iniciativa desenvolvida no contexto da APS na capital potiguar. O segundo, “Programa de rádio como ferramenta de educação em saúde na Atenção Primária: relato de experiência”, aborda a utilização da comunicação como estratégia de educação em saúde e aproximação com a comunidade.

Os dois trabalhos têm ainda como autores Lannuzya Verissimo e Oliveira, professora da Escola de Saúde da UFRN e do PPGSF/RENASF/UFRN; Alessandro Galvão de Brito, cirurgião-dentista da Unidade de Saúde da Família de Gramoré e mestrando do PPGSF/RENASF/UFRN; e Luisa Soares de Souza, médica da Unidade de Saúde da Família de Gramoré e doutoranda do PPGSF/RENASF/UFRN.

A saúde digital também esteve entre as experiências apresentadas. Alessandro Galvão de Brito apresentou o trabalho “A Ponte Digital: Teleodontologia e Equidade no Cuidado Materno-Infantil na Atenção Primária”. A iniciativa utiliza a teleodontologia no acompanhamento de gestantes e puérperas atendidas na Atenção Primária de Natal, a partir de recursos já disponíveis no SUS, sem custos adicionais para o serviço.

A experiência integra um projeto-piloto nacional do Ministério da Saúde, conduzido pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), com capacitação realizada pela Universidade de São Paulo (USP). Cinco municípios brasileiros foram selecionados para participar da iniciativa, sendo Natal a única capital e uma das duas cidades do Nordeste contempladas.

Alessandro Galvão de Brito

Outro tema levado ao evento foi a atenção à população migrante. O trabalho “Migração Warao: experiências e desafios na UBS Sinharinha Borges em Mossoró, RN”, de Anadiêr Pimentel Bezerra Cunha Lima Porto Vieira, Geórgia Costa de Araújo, professora do Departamento de Odontologia da UFRN, Geovana Vitória de Araújo Medeiros e Vivian Oliveira da Silva, apresentou experiências e desafios relacionados ao cuidado em saúde da população Warao no contexto de uma Unidade Básica de Saúde de Mossoró.

Anadiêr Pimentel Bezerra Cunha Lima Porto Vieira

O Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) realizou, nos dias 13 e 14 de agosto, a 5ª Oficina de elaboração dos cadernos das disciplinas das turmas de mestrado e doutorado. O encontro aconteceu na Fiocruz Ceará e reuniu coordenadores gerais e locais das disciplinas, integrantes do Núcleo de Apoio Pedagógico (NAP), representação do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), e a Coordenação Geral do Programa.

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Cinco trabalhos desenvolvidos por mestrandos e doutorandos do Programa integram o Observatório de Boas Práticas de Equidade na Atenção Primária à Saúde e passarão a compor uma iniciativa nacional de divulgação de experiências exitosas no SUS

Cinco discentes do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF), nucleadora Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), tiveram seus trabalhos reconhecidos pelo Ministério da Saúde como experiências exitosas em Atenção Primária à Saúde (APS). As iniciativas integram o Observatório de Boas Práticas de Equidade, criado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps/MS) para identificar, valorizar e disseminar práticas inovadoras desenvolvidas nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

As experiências selecionadas foram desenvolvidas em municípios do Rio Grande do Norte e abordam temas relacionados à participação social, organização do cuidado, inclusão digital, promoção da equidade e fortalecimento da Atenção Primária. Além do reconhecimento institucional, os relatos passarão a compor uma publicação do Ministério da Saúde e serão disponibilizados no portal APS nos Territórios, ampliando sua visibilidade em âmbito nacional.

Entre os trabalhos aprovados está “Território que fala: o conselho local de saúde como espaço de equidade e mobilização comunitária em Caicó/RN”, de Jomara Cíntia de Araújo Carneiro, que evidencia o papel da participação popular no fortalecimento das políticas públicas de saúde.

Também foi reconhecida a experiência “Conhecendo o território e priorizando problemas”, desenvolvida por Maria Diane Braga Dantas Monteiro, que destaca a importância do diagnóstico territorial como ferramenta para o planejamento das ações da Atenção Primária.

Na capital potiguar, Neuma Marinho de Queiroz Santos da Costa Cunha teve aprovado o trabalho “Fortalecimento da APS no cuidado à população em situação de rua: educação buscando equidade no acesso em Natal-RN”, iniciativa voltada à qualificação do cuidado e à ampliação do acesso aos serviços de saúde para uma população historicamente vulnerabilizada.

Outro destaque é a experiência “Ponte digital na APS: telemonitoramento, teletriagem e educação em saúde bucal para gestantes e puérperas no SUS de Natal/RN”, de Alessandro Galvão de Brito, que demonstra como as tecnologias digitais podem contribuir para qualificar o acompanhamento em saúde bucal na Atenção Primária.

Completa a relação de trabalhos aprovados a experiência “Fórum vila em movimento: vivenciando o coletivo na APS”, desenvolvida por Meine Siomara Alcântara, que fortalece o protagonismo comunitário e a construção coletiva de ações em saúde no território. O Observatório de Boas Práticas de Equidade foi criado para reunir experiências que contribuam para a redução das desigualdades em saúde, o fortalecimento do cuidado integral e da participação social nos territórios. As iniciativas inscritas são organizadas em três eixos temáticos: Equidade e Acesso, Cuidado Integral e Participação Social, contemplando ações desenvolvidas por profissionais vinculados às equipes da Atenção Primária à Saúde do SUS.

A produção científica do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) esteve entre os destaques do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, realizado entre os dias 22 e 26 de junho de 2026, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), em São Luís (MA), em formato híbrido. Durante o evento, pesquisas desenvolvidas por discentes do mestrado e do doutorado foram apresentadas e reconhecidas com menções honrosas promovidas pela Associação da Rede Unida.

As pesquisas contemplam diferentes realidades da Atenção Primária à Saúde, abordando desde intervenções construídas nos territórios até ações de educação em saúde, cuidado interdisciplinar e saúde mental dos trabalhadores do SUS. Os reconhecimentos obtidos refletem a diversidade da produção científica desenvolvida nas instituições nucleadoras do PPGSF/RENASF e o compromisso do Programa com uma formação voltada para a transformação das práticas de saúde.

Entre os trabalhos premiados está “Desafios no território: do problema à ação”, desenvolvido pelos discentes Vanessa Silva Farias, Mariana Lara Severiano Gomes, Carina Cunha Guerra, Gonzaga Sales da Silva Filho, Paula Rivele Gomes Sousa Mendes, Luísa Stephanie Albuquerque Araújo e Arminda Evangelista de Moraes Guedes, da nucleadora da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), em parceria com as Profas. Dras. Maristela Inês Osawa Vasconcelos e Maria Socorro de Araújo Dias, orientadoras da pesquisa. O estudo recebeu a Menção Honrosa IV do VIII Prêmio David Capistrano e foi elaborado durante a disciplina Seminário Introdutório das Turmas 6 do Mestrado Profissional em Saúde da Família (MPSF) e 3 do Doutorado Profissional em Saúde da Família (DPSF). A pesquisa demonstra como a formação oferecida pelo Programa estimula os discentes a transformar problemas identificados nos territórios em propostas de intervenção e produção de conhecimento comprometidas com as necessidades da população.

Outro destaque veio da nucleadora da Universidade Estadual do Ceará (UECE), cujo trabalho “Projeto ‘Meu Bem Querer’: educação em saúde e cuidado interdisciplinar no pré-natal na Atenção Primária à Saúde” recebeu a Menção Honrosa III do XIII Prêmio Mário Magalhães Chaves. O estudo foi desenvolvido pelas discentes Maria Islândia Ferreira de Sousa, Cindy Nogueira Moura, Diana Muniz Pinto, Emanuela Castro Costa da Silva, Karla Najara da Silva Gomes, Lara Tuanna de Brito, Maria Iara de Sousa Rodrigues, Mirelle Varela Rodrigues Bandeira, Samily Gomes Filgueira, Thaúsi Frota Sá Nogueira Neves Souza e Thaíssa Mara Alves Capelo, sob orientação do Prof. Dr. Tadeu Lucas de Lavor Filho. A pesquisa reúne experiências de educação em saúde e cuidado interdisciplinar voltadas ao acompanhamento de gestantes na Atenção Primária, evidenciando estratégias que fortalecem a integralidade da assistência e o trabalho colaborativo das equipes de saúde.

Representando a nucleadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Profa. Dra. Ana Kalliny Severo apresentou, durante o Congresso, o trabalho “Saúde mental dos trabalhadores da saúde de uma Estratégia de Saúde da Família”, desenvolvido pela mestranda Idiane Nelo da Silva França, sob sua orientação. O estudo é um recorte da dissertação “Saúde mental dos trabalhadores da saúde de uma equipe de Saúde da Família no interior do Nordeste brasileiro: a partir de um olhar interseccional”, atualmente em fase de conclusão, e analisa o sofrimento e o adoecimento vivenciados por profissionais da Estratégia de Saúde da Família. Como produto técnico, a pesquisa dará origem a uma cartilha destinada a profissionais e gestores da saúde, reunindo orientações e estratégias para o enfrentamento do sofrimento psíquico entre trabalhadores da Atenção Básica.

Realizado na Fiocruz Ceará, encontro reuniu pesquisadores do Brasil e de Portugal para discutir os determinantes sociais e digitais da saúde, os desafios do acesso às tecnologias e a cooperação científica internacional.

A expansão das tecnologias digitais tem transformado a maneira como a população acessa informações, serviços e cuidados de saúde. No entanto, os avanços também trazem um desafio: garantir que essas ferramentas sejam acessíveis a todos, especialmente às populações que enfrentam desigualdades sociais e dificuldades no uso das tecnologias. Essa discussão esteve como pauta do Seminário Internacional Determinantes Sociais e Letramento em Saúde Digital: Ciência, Tecnologia e Cooperação Internacional a Serviço da Saúde, realizado no dia 14 de julho, na Fiocruz Ceará, no município de Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza.

Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) e pelo LARIISA Saúde Digital, o encontro reuniu pesquisadores, docentes, estudantes, gestores e profissionais da saúde, com participação presencial e remota. A programação promoveu o intercâmbio científico entre Brasil e Portugal, reunindo diferentes perspectivas sobre como fatores sociais, econômicos, territoriais e tecnológicos influenciam as condições de saúde da população e o acesso aos serviços.

Um dos principais debates foi a necessidade de compreender que as desigualdades em saúde não estão relacionadas apenas à disponibilidade de atendimento médico. Condições de moradia, renda, escolaridade, trabalho e ambiente também interferem diretamente no processo de adoecimento e nas possibilidades de prevenção e cuidado. Com a crescente digitalização dos serviços, fatores como acesso à internet, disponibilidade de equipamentos e capacidade de utilizar plataformas digitais passaram a integrar essa discussão.

Na conferência sobre determinantes sociais e digitais em saúde, o professor Gonçalo Alves de Sousa Santinha, da Universidade de Aveiro, em Portugal, apresentou uma reflexão sobre a influência das condições sociais e ambientais na saúde das populações. A partir de experiências internacionais, demonstrou como decisões tomadas em diferentes setores, como planejamento urbano, alimentação e meio ambiente, podem produzir efeitos duradouros sobre a qualidade de vida e os indicadores de saúde.

Entre os exemplos apresentados, destacou o projeto desenvolvido na região da Carélia do Norte, na Finlândia, que mobilizou comunidades, produtores e instituições para modificar hábitos alimentares e reduzir fatores de risco associados às doenças cardiovasculares. A experiência evidenciou a importância de políticas integradas, capazes de atuar sobre as condições que influenciam a saúde, para além das ações individuais de prevenção.

A apresentação também abordou a persistência das desigualdades sociais mesmo em países com sistemas de proteção consolidados. Ao mencionar pesquisas realizadas na Suécia, Santinha mostrou como diferenças de renda continuam associadas a disparidades expressivas na expectativa de vida. A reflexão reforçou a necessidade de incorporar os determinantes sociais e digitais ao planejamento de políticas públicas voltadas à equidade.

Letramento digital e os desafios do acesso ao cuidado

A discussão sobre quem consegue acompanhar a transformação digital dos serviços de saúde ganhou destaque nas apresentações. O coordenador do LARIISA Saúde Digital e de Inovação, Produção e Empreendedorismo da Fiocruz Ceará, Luiz Odorico Monteiro de Andrade, chamou a atenção para o risco de que a incorporação de novas tecnologias reproduza desigualdades já existentes na sociedade.

Em sua exposição, Odorico destacou que a disponibilidade de internet não significa, necessariamente, acesso efetivo aos serviços digitais de saúde. Para utilizar aplicativos, consultar informações médicas, realizar agendamentos ou acompanhar tratamentos, a população também precisa dispor de equipamentos adequados e desenvolver habilidades para compreender e utilizar essas ferramentas com autonomia.

O pesquisador apresentou o letramento em saúde digital como uma competência que envolve não apenas o uso de dispositivos e plataformas, mas também a capacidade de buscar informações confiáveis, avaliar conteúdos e tomar decisões sobre a própria saúde. Nesse contexto, ressaltou a importância de desenvolver soluções tecnológicas com linguagem acessível, diferentes formas de interação e participação dos próprios usuários no processo de criação.

Como exemplos de iniciativas voltadas à aproximação entre tecnologia e cuidado, apresentou as plataformas conversacionais Zelo, direcionada ao acompanhamento de condições crônicas, e Jordana, voltada à saúde da mulher, com aplicações relacionadas ao pré-natal e ao puerpério. As experiências ilustram possibilidades de utilização de ferramentas digitais associadas à comunicação acessível e à mediação dos profissionais de saúde.

A importância de considerar as necessidades reais dos usuários também foi abordada pela pesquisadora Cláudia Pernencar, do Politécnico de Leiria, em Portugal. Em sua apresentação, ela discutiu a relação entre os determinantes sociais e a literacia digital, destacando como características individuais, condições socioeconômicas e experiências de utilização das tecnologias precisam ser consideradas no desenvolvimento de plataformas e serviços.

A pesquisadora apresentou a evolução dos estudos sobre interação humano-computador e experiência do usuário, ressaltando a importância de metodologias centradas nas pessoas. Também trouxe dados sobre competências digitais em Portugal e na União Europeia, demonstrando que a capacidade de utilizar tecnologias varia conforme fatores como idade, escolaridade e condição perante o trabalho.

Sua contribuição reforçou que a transformação digital não deve se limitar à disponibilização de sistemas e aplicativos, mas precisa considerar a diversidade de habilidades, necessidades e condições de acesso da população. Nesse processo, a pesquisa com usuários e o desenvolvimento participativo de soluções são fundamentais para evitar que novas ferramentas se tornem obstáculos ao cuidado.

Pesquisa no Ceará investiga letramento digital de gestantes

Entre as experiências brasileiras apresentadas, a pesquisadora Ivana Cristina Barreto, da Fiocruz Ceará, compartilhou resultados de um estudo sobre letramento em saúde digital de gestantes atendidas pela Estratégia Saúde da Família em municípios cearenses.

A pesquisa envolveu 209 participantes de Fortaleza, Aquiraz, Banabuiú e Arneiroz e investigou a relação entre condições sociais e a capacidade de utilizar informações e recursos digitais relacionados à saúde.

Os resultados apresentados identificaram associações entre o letramento em saúde digital e variáveis como renda, escolaridade, religião e município de residência. A análise também apontou que famílias de menor renda enfrentam barreiras relacionadas à disponibilidade de recursos tecnológicos, à estabilidade da conexão e às oportunidades de aprendizagem digital.

Um dos aspectos destacados foi que, na amostra estudada, não foi identificada associação entre o simples acesso à internet ou a equipamentos eletrônicos e o nível de letramento em saúde digital. O achado reforça que a inclusão digital envolve dimensões que ultrapassam a conectividade, exigindo também competências para localizar, compreender, avaliar e utilizar informações de saúde.

A apresentação apontou ainda os próximos passos da pesquisa, entre eles a devolutiva dos resultados aos municípios participantes, a realização de oficinas de letramento em saúde digital voltadas especialmente aos grupos mais vulneráveis e o aprofundamento dos estudos com usuários do SUS que convivem com hipertensão e diabetes.

Cooperação internacional para uma saúde digital mais inclusiva

Além das discussões científicas, o seminário destacou a importância de fortalecer redes de pesquisa e cooperação entre instituições brasileiras e portuguesas. A aproximação busca contribuir para o desenvolvimento de estudos sobre letramento digital, equidade e transformação dos serviços de saúde, considerando as particularidades sociais e territoriais dos dois países.

Entre as possibilidades apresentadas estão a realização de pesquisas conjuntas, a mobilidade acadêmica de pesquisadores e estudantes de pós-graduação, a produção de publicações científicas e a participação em editais internacionais de financiamento.

O seminário foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) e pelo LARIISA Saúde Digital, com apoio do GOVCOPP – Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas da Universidade de Aveiro (Portugal) e da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), do Politécnico de Leiria (Portugal).

Pesquisar é, antes de tudo, olhar para a realidade, identificar problemas e buscar caminhos para transformá-los. Com essa perspectiva, o Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) concluiu a disciplina Metodologia do Trabalho Científico, componente curricular que prepara os mestrandos para desenvolver pesquisas comprometidas com as necessidades dos territórios e com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF) foi uma das homenageadas durante a sessão solene em comemoração aos 18 anos da Fiocruz Ceará, realizada na noite desta quarta-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. A homenagem foi recebida pela secretária executiva da RENASF, Anya Pimentel Gomes Fernandes Vieira Meyer, e pela coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF), Sharmênia de Araújo Soares Nuto, em reconhecimento à contribuição da Rede para a formação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.

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Realizada na Fiocruz Ceará, nos dias 18 e 19 de junho, a oficina de elaboração e atualização dos materiais didáticos do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) reuniu docentes e coordenadores para revisar conteúdos, metodologias e estratégias pedagógicas das disciplinas ofertadas nos cursos de mestrado e doutorado. A atividade, que integra o processo permanente de qualificação da formação desenvolvida pelo programa, contemplou a atualização dos componentes curriculares de Promoção da Saúde, Educação na Saúde, Estudos Avançados de Educação na Saúde e Vivências de Ensino na Estratégia Saúde da Família.

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Com discussões sobre a origem, os métodos e os limites do conhecimento em saúde, a disciplina Bases Epistemológicas da Saúde Coletiva reuniu doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família (PPGSF/RENASF) nos dias 28 e 29 de maio e 11 e 12 de junho.

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