Início do conteúdo

O CUIDADO COMPARTILHADO AO RECÉM-NASCIDO DE RISCO: PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

RESUMO: A mortalidade infantil ainda se apresenta como grave problema de saúde pública no contexto nacional e internacional, de forma especial quando se trata do componente neonatal. Apesar das inúmeras estratégias já elaboradas para o enfrentamento do elevado número de óbitos infantis, ainda existe a necessidade de esforços contínuos no sentido de ofertar o cuidado integral e qualificado ao recém-nascido. O objetivo do estudo foi o de analisar o cuidado compartilhado aos recém-nascidos de risco na percepção dos profissionais de saúde da Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo exploratório, do tipo descritivo, com abordagem qualitativa, realizado em cidade metropolitana do Nordeste brasileiro. Os sujeitos envolvidos na pesquisa foram os profissionais das Unidades de Saúde da Família que realizam o cuidado do recém-nascido, abrangendo um total de 39. Realizou-se entrevista com questões abertas e fechadas, cujos dados foram sistematizados a partir da análise de conteúdo, na modalidade temática. Os resultados encontrados demonstram que o cuidado entre as equipes de maternidade e de saúde da família ocorrem de forma fragmentada, não havendo compartilhamento de ações. O seguimento dessas crianças pela Estratégia Saúde da Família ocorre de forma fragilizada, pois os profissionais apresentam dificuldades em compreender as particularidades dessas crianças, comprometendo a forma de ofertar a atenção. Os desafios incluem a falta de capacitação dos profissionais sobre a atenção ao recém-nascido de risco atrelado à carência de atividades de educação permanente em saúde. São destacados a ausência de protocolos de referência e contrarreferência, como também a não utilização do Prontuário Eletrônico do Cidadão, referidos como possíveis estratégias de contribuição para integração entre os serviços. A desarticulação do cuidado entre os pontos da rede de saúde compromete a qualidade da atenção ofertada aos recém-nascidos de risco tornando-se necessário reorganizar as práticas de forma a atender as necessidades e peculiaridades dessas crianças incluindo o trabalho interprofissional e colaborativo. Existe a necessidade de implementar mecanismos que favoreçam a articulação e comunicação entre os níveis de assistência buscando integrar os serviços.

 

Palavras-chave: Alta do paciente. Recém-nascido. Atenção primária à saúde. Assistência Integral à Saúde. Saúde da criança.

Voltar ao topoVoltar