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O EXAME DE PAPANICOLAU NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

RESUMO - Objetivo: Discutir, a partir das percepções de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família (ESF) de uma capital do nordeste do Brasil, a realização do Exame de Papanicolau. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso descritivo e com o método qualitativo, realizada com enfermeiros atuantes na Estratégia de Saúde da Família do município de Recife- PE. A coleta de dados ocorreu no período de 28 de janeiro a 28 de fevereiro de 2019, por meio do envio por endereço eletrônico de um questionário online. A análise dos dados foi realizada utilizando-se o software ALCESTE, após esta análise, as Unidades de Contexto Elementar (UCEs) de cada uma das classes identificadas foram submetidas à criteriosa análise de conteúdo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, protocolo número 2.924.765. Resultados: Evidenciou-se a partir do relato dos enfermeiros potencialidades frente à realização da coleta do Exame de Papanicolau como atividades de educação em saúde, o acompanhamento longitudinal e integral das mulheres, bem como a facilidade da proximidade geográfica das usuárias à Unidade Básica de Saúde. Ademais, a oferta da coleta do exame é organizada pelas Equipes de Saúde da família em dia previamente definidos com o agendamento por demanda espontânea, com ampliação desta assistência também em turnos noturnos em datas comemorativas e em campanhas, favorecendo a captação das mulheres. Algumas fragilidades foram apontadas pelos enfermeiros acerca do exame como o desconhecimento da finalidade do procedimento, assim como o medo, interferência do parceiro e a vergonha, além de discursos associados à gestão do processo de trabalho. Conclusão: Conclui-se que a eficaz educação em saúde, organização da oferta, e o acompanhamento longitudinal e integral das usuárias são fatores facilitadores para a realização do exame. Entretanto, a escassez de materiais e insumos, o longo intervalo para a entrega do resultado do exame, além dos estigmas e experiências negativas resulta na negação das mulheres em realizar o exame. Portanto, torna-se necessária a sensibilização das usuárias não apenas para a realização do exame, mas também para desenvolver práticas educativas de acordo com a realidade deste público. Além disso, a gestão deve organizar o fluxo de material e insumos e proporcionar às usuárias uma rede de apoio ao diagnóstico de lesões precursoras do câncer do colo do útero estruturada e resolutiva.

 

Descritores: Papanicolau; Atenção Primária à Saúde; Saúde da Família; Programas de Rastreamento; Saúde da Mulher.

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