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OCORRÊNCIA DE DEPRESSÃO EM POPULAÇÃO GERIÁTRICA DE UMA EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA DE FORTALEZA – CE

RESUMO

A presente dissertação teve como objetivo analisar, por meio da aplicação da Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15), a prevalência de depressão em uma população de idosos assistida pela equipe de Saúde da Família de Fortaleza – CE. Estudo transversal com 78 idosos residentes em área adscrita de uma equipe de Saúde da Família de Fortaleza. Os dados levantados para análise foram obtidos por meio de 1) entrevistas com questionário estruturado contendo variáveis sócio- demográficas e clínicas, 2) avaliação cognitiva (Mini Exame do Estado Mental - MEEM) e 3) aplicação da Escala de Depressão Geriátrica (EDG-15), no período de Janeiro a Abril de 2014. Os dados obtidos mostraram que 62,8% dessa população era constituída por mulheres, com prevalência na faixa etária entre 60 a 69 anos (61,5%), com 1 a 4 anos de estudo e renda familiar de 1 a 2 salários mínimos. A maioria da amostra é formada por aposentados (79,5%), que convivem com companheiro e familiares e, em parte, têm hipertensão arterial. A prevalência de depressão foi de 21,7%. Os resultados mostraram que não ocorreu associação significativa entre a depressão e as variáveis sócio-demográficas e clínicas. Houve correlação inversa entre déficit cognitivo e depressão somente no gênero feminino (r= -0,518; p<0,001) de 60 a 69 anos (r= -0,566; p=0,001) e entre idosos que trabalham (r= -0,482; p=0,033). O diagnóstico de depressão geriátrica foi semelhante a outros estudos, justificando intervenções precoces direcionadas à essa população.

Palavras-chave: Saúde da Família; Saúde do Idoso; Depressão; Atenção Primária à Saúde.

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