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PRÁTICA COLABORATIVA NAS RESIDÊNCIAS MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE

RESUMO: A complexidade do trabalho em saúde requer intervenção de diversas categorias profissionais, que atuam num campo comum onde se estabelece relações sociais e pessoais que refletem nos resultados do cuidado em saúde e na efetividade dos processos interprofissionais de trabalho. As Residências Multiprofissionais em Saúde tendem a ser terreno fértil no campo da formação em saúde como resposta a esta necessidade, pois oferecem uma formação contextualizada no serviço, a partir da problematização das práticas e da atuação em equipe, considerando a complementariedade de posturas e condutas sob múltiplos olhares. Este estudo objetiva analisar as contribuições dos Programas de Residência Multiprofissional em Saúde ofertados pela Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia para uma prática colaborativa no trabalho em saúde. Trata-se de um estudo de epistem qualitativa, cujo referencial teóricometodológico foi o Modelo de Colaboração Interprofissional de D’Amour (2008). O estudo foi desenvolvido no ano de 2019, sendo a coleta de informações realizada nos meses de junho e julho. Participaram da pesquisa as Residências Multiprofissionais em Saúde da Família e Saúde Mental localizadas no município de Sobral, Ceará. A coleta se deu mediante análise dos documentos institucionais dos cursos de residências e grupos focais com os residentes do segundo ano. A análise de informações ocorreu através da sistematização da matriz de prática colaborativa, concernente ao referencial. Estudo realizado após aprovação do comitê de ética, salvaguardando a autonomia dos participantes. Os resultados evidenciaram nas duas Residências um nível máximo de colaboração no indicador suporte para inovação e nível em desenvolvimento para objetivos e orientação centrada no usuário versus outras orientações. Houve diferenças entre os dois programas, sendo que a Residência Multiprofissional em Saúde da Família exibiu nível máximo de colaboração e a de Saúde Mental nível em desenvolvimento para os indicadores orientação centrada no usuário, convivência mútua confiança, ferramentas de formalização, troca de informação, liderança e conectividade. Esses resultados declaram que os programas de Residências se encontram em níveis diferentes de colaboração interprofissional. Os resultados indicam ser possível alcançar, o nível máximo (ativo) de colaboração interprofissional, nas residências estudadas. Outrossim, ainda há barreiras de cunho estrutural e pedagógico a serem suplantados para a melhoria do trabalho em equipe.

 

Palavras-chave: Relações interprofissionais; Equipe Multiprofissional; Comportamento cooperativo.

 

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