Início do conteúdo

A PRÁTICA INTERPROFISSIONAL COLABORATIVA NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: ANÁLISE DE UMA EXPERIÊNCIA EM UM MUNICÍPIO DE PEQUENO PORTE

RESUMO: A presente pesquisa aborda o tema da Interprofissionalidade na Atenção Primária à Saúde (APS) considerando o desenvolvimento da Prática Interprofissional Colaborativa entre as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) e do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB). Teve por objetivo analisar a Prática Interprofissional Colaborativa realizada pelos profissionais da ESF e do NASF-AB, no cenário da consulta compartilhada desenvolvida na APS, em um município de pequeno porte. Trata-se de um estudo exploratório, compreensivo-interpretativo, de abordagem quanti-qualitativa, ambientado em um município de pequeno porte. Os participantes foram profissionais e usuários integrados à Prática Interprofissional Colaborativa, desenvolvida durante as consultas compartilhadas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento de crianças de 0 a 2 anos, em Unidades Básicas de Saúde. Os procedimentos de coleta de dados ocorreram no início de 2019 através de entrevista semiestruturada; aplicação de questionários sobre perfil profissional e sociodemográfico, aplicação de questionário sobre competências colaborativas; e observação direta, apoiada por diário de campo. Os dados, analisados por meio de Estatística Descritiva e pela técnica de Análise Temática de Conteúdo, foram interpretados pelos referenciais teórico-conceituais sobre a Prática Interprofissional. Os resultados apontaram para o desenvolvimento de uma experiência efetiva de Prática Interprofissional Colaborativa, e para a presença, no processo de trabalho analisado, das seguintes competências colaborativas: comunicação interprofissional, clareza de papéis, resolução de conflitos e liderança colaborativa. Foi evidenciado, a partir das falas das mães, que a Prática Interprofissional Colaborativa desenvolvida apresenta-se como uma ferramenta para o desenvolvimento do cuidado integral em saúde, potencializando a atenção centrada no paciente. Contudo, as mães destacaram que a falta de sincronia entre os profissionais durante o desenvolvimento da consulta, o tempo da consulta limitado e a rotatividade dos profissionais envolvidos na prática colocam-se como fragilidades da Prática Interprofissional Colaborativa realizada. Espera-se que os resultados dessa pesquisa possam fomentar o desenvolvimento de práticas semelhantes no cenário da ESF, assim como de novos estudos sobre o impacto da Prática Interprofissional Colaborativa na atenção à saúde.

 

Palavras- chave: Relações interprofissionais, Saúde da Família, Atenção Primária à Saúde

Voltar ao topoVoltar