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PREVENÇÃO DO USO DE DROGAS NA ADOLESCÊNCIA – UMA INTERVENÇÃO EDUCATIVA INTEGRANDO UNIDADE DE SAÚDE E ESCOLA

RESUMO

Este estudo é resultado da experiência como membro da Estratégia Saúde da Família (ESF) e da observação de escassas ações voltadas para prevenção de drogas. A adolescência é a fase dos 10 aos 19 anos, em que há o desenvolvimento biopsicossocial. No Brasil, há 21 milhões de adolescentes. O uso drogas ainda tem enorme impacto no mundo. Cerca de 210 milhões de pessoas usam drogas ilícitas a cada ano. Os objetivos deste estudo foram verificar o resultado de intervenção educativa para prevenção de uso indevido de drogas entre adolescentes no ambiente escolar, identificar conhecimentos e comportamentos dos adolescentes em relação ao uso de álcool e outras drogas antes e após a intervenção educativa, descrever as opiniões de diretor, professor, pais e profissionais de saúde acerca da intervenção educativa sobre o uso indevido de drogas na escola e analisar variáveis do instrumento pré o pós-teste, de acordo com os resultados da intervenção. Consistiu em uma pesquisa de intervenção, com delineamento quase experimental e abordagem quanti-qualitativa. Os dados dos questionários foram tabulados no Microsoft Excel e exportados para o software SPSS. As análises consideraram uma confiança de 95% (p<0.05). O método de análise de conteúdo foi utilizado para os dados qualitativos. Como resultados, obteve-se que a droga mais utilizada pelos adolescentes foi o álcool, seguida do tabaco. O uso de drogas ilícitas foi relatado pela minoria dos alunos. Percebeu-se facilidade de compra de bebida alcoólica por adolescentes e mudanças de comportamento destes. A escola demonstrou ser um espaço importante para realização de intervenção educativa com adolescentes. Tecnologias participativas promoveram melhor engajamento dos adolescentes nas atividades. Os profissionais facilitadores expressaram positivamente as atividades, integrando escola e serviços de saúde. Distintas estratégias de trabalho visando o mesmo resultado oportunizaram a avaliação das ações desenvolvidas e possibilitaram reflexões interessantes sobre a intervenção educativa, tanto acerca dos resultados como do trabalho em equipe. Conclui-se que este estudo de intervenção educativa demonstrou ser importante para os adolescentes, profissionais de saúde envolvidos, gestores da escola e para a ESF, fortalecendo as políticas públicas de Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE) e Programa de Saúde na Escola (PSE), ambos importantes para o Sistema Único de Saúde.

Palavras-chave: Adolescente. Educação em Saúde. Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias. Promoção da Saúde.

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