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QUALIDADE DE VIDA E NÍVEL DE ESTRESSE EM PROFISSIONAIS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

RESUMO: Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) surgiu com a proposta de um serviço que se desenvolve a partir de ações de prevenção e promoção da saúde com a presença de equipe multiprofissional. Diante das diversas demandas advindas do ambiente de trabalho, faz-se necessário considerar aspectos sobre a qualidade de vida e suscetibilidade ao estresse em relação a esses profissionais. Objetivo: Analisar o nível de estresse e a qualidade de vida dos profissionais da Estratégia Saúde da Família do Município de Cedro-Ceará. Método: Estudo descritivo, com metodologia mista de pesquisa, realizado no município de Cedro-CE, com 142 profissionais da ESF, dos quais participaram efetivamente 119. Os instrumentos utilizados foram: Questionário sociodemográfico; Questionário WHOQOL-bref; Inventário de Sintomas de Stress para adultos de Lipp (ISSL); além de questões abertas relacionadas à qualidade de vida e ao estresse no ambiente de trabalho. Os dados quantitativos foram organizados e analisados via pacote estatístico SPSS/Win, versão 20.0, e os qualitativos através do software Iramuteq. Resultados: público predominantemente feminino, com média de idade de 40,22 anos, e maior parte constituída por agentes comunitários de saúde (34,6%). No que se refere à qualidade de vida, maior parte dos participantes avaliaram como boa, entretanto todos os domínios do WHOQOL-bref foram considerados regular, sendo que o menor escore se deu no domínio meio ambiente, e o maior no domínio relações sociais. Sobre as fases do estresse, 53,58% não se apresentam em nenhum nível, 36,13% se encontram na fase de resistência e 10,08% na fase de exaustão; a prevalência de estresse se deu em maior parte nos profissionais auxiliares de limpeza e nos odontólogos. Os discursos obtidos apontaram a percepção dos profissionais sobre o construto Qualidade de Vida de acordo com o conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde. No que se refere ao que causa estresse no ambiente de trabalho, foram identificadas questões relacionadas à estrutura física e falta de materiais, bem como relações interpessoais entre os profissionais e entre estes e os pacientes. As estratégias para minimizar o estresse foram direcionadas à busca por relaxamento e distração, além de práticas de saúde física e mental e crenças de caráter religioso. Considerações finais: Os profissionais se apresentaram com uma qualidade de vida regular, todavia, demonstraram consistência em relação à percepção do significado do construto e o associam a ter saúde. A quantidade de participantes com estresse foi considerável, uma vez que quase metade da amostra se apresenta em algum nível. Embora tenham sido elencadas estratégias para minimizar o estresse, os fatores considerados estressantes no ambiente de trabalho sugerem a necessidade de mais estudos nesse sentido.

 

Palavras-chave: Qualidade de vida; Nível de estresse; Profissionais de saúde; Saúde da Família.

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