Início do conteúdo

A REDUÇÃO DE DANOS NA PROBLEMÁTICA DO ÁLCOOL, CRACK E OUTRAS DROGAS SOB A ÓTICA DOS PROFISSIONAIS DO NÚCLEO DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA

RESUMO

O uso abusivo de álcool, crack e outras drogas se destaca na sociedade brasileira como um grave problema de Saúde Pública. Neste sentido, é primordial compreender como as drogas se contextualizam na vida dos indivíduos e elaborar, em parceria com eles, uma terapêutica mais adequada. Uma das estratégias possíveis é a Redução de Danos (RD) que defende a ideia da participação da pessoa e sua autonomia em alcançar melhores níveis de saúde. De um modo geral, os profissionais de saúde da Atenção Básica confrontam-se diariamente com as demandas impostas pelo uso de substâncias psicoativas. Diante deste contexto, têm-se como objetivo geral analisar o conhecimento e as práticas de Redução de Danos desenvolvidas pelos profissionais do NASF no Município de Fortaleza- Ceará, acerca da problemática do uso do Álcool, Crack e outras drogas. Trata- se de uma pesquisa do tipo exploratória e descritiva, com uma abordagem quantitativa, sendo parte da coleta de dados do projeto Guarda-chuva “Concepções e ações de profissionais dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família – NASF sobre Saúde Mental, Drogas (crack, álcool e outras drogas) e Redução de Danos na Atenção Primária”. A Pesquisa foi realizada com 19 profissionais do NASF atuantes no Município de Fortaleza-CE, no período de Jul/Dez/2015. Foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturada para a obtenção dos dados que foram tratados estatisticamente por meio do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), distribuídos em tabelas com análise univariada e bivariada. Os resultados mostraram que embora os profissionais do NASF relatem realizar ações de Saúde Mental e práticas de RD, os conhecimentos sobre esta estratégia apresentam fragilidades e restritas formações acadêmicas. A maioria possui posturas estigmatizantes e ambivalentes desarticuladas da proposta de RD, com influência significativa do modelo tradicional proibicionista, sob a lógica da abstinência. Conclui-se, que há limitações nas atuações destes profissionais quanto às possibilidades de adoção da Proposta, podendo restringir iniciativas mais abrangentes acerca do cuidado aos usuários. Verifica- se, portanto, a importância de mais estudos sobre drogas com foco na Estratégia da Redução de Danos junto aos profissionais que compõem a rede de Atenção Primária.

Palavras-chaves: Drogas. Redução de Danos. Atenção Primária. Estratégia Saúde da Família. Núcleo de Apoio à Saúde da Família.

Voltar ao topoVoltar