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SAÚDE BUCAL EM CRIANÇAS COM IDADE ÍNDICE DE CINCO ANOS PERTENCENTES A FAMÍLIAS EM SITUAÇÃO DE POBREZA BENEFICIADAS PELO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA

RESUMO

A cárie dentária é associada às marcantes desigualdades, desde as sociodemográficas e geográficas até aquelas de acesso aos bens e serviços relacionados à saúde. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil epidemiológico da cárie em crianças de cinco anos que vivem em famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família e intervir por meio da educação em saúde para o autocuidado, com vistas a prevenir a cárie e tratá-la, se necessário. A pesquisa-ação, nesse contexto de estudo, se constituiu no método que orientou a elaboração dos diagnósticos, identificação de problemas e busca de solução. Participaram do estudo 29 famílias com 32 crianças. Foram realizados a coleta de dados, mediante entrevistas; o exame clínico das crianças para a verificação do perfil epidemiológico da cárie dentária e as necessidades de tratamento; a evidenciação da placa bacteriana para verificação do IHOS; escovação dental supervisionada e tratamento clínico. Essas atividades foram permeadas por processos de Educação em Saúde. Os resultados apontam que a renda mensal das famílias é de até um salário-mínimo em 28 (97%) famílias estudadas. A escolaridade prevalente é o ensino fundamental incompleto para (15) 52% das mães e (13) 45% dos pais. A mãe é a pessoa responsável por levar a criança à unidade de saúde em 26 (90%) famílias, bem como por orientar as 28 (88%) crianças em relação aos hábitos de higiene oral. Percebe-se, assim, a importância de a equipe de saúde bucal dedicar um tempo a orientação e motivação das mães e das crianças para o autocuidado e das mães para o cuidado com os filhos, podendo refletir na melhora na qualidade da saúde da família. Quanto à presença de cárie, 12 crianças não apresentaram cárie, três exibiram mancha branca de cárie e 17 registraram cavidade de cárie. Destas, 11 (64.7%) tinham mãe que não estudou e/ou estudou menos do que o ensino fundamental completo. Quanto a qualidade da higiene oral, das 32 (100%) crianças estudadas, sete (21.9%) expressaram higiene oral satisfatória, 15 (46.9%) apresentaram higiene oral regular e de 10 (31.2%) crianças indicaram higiene oral deficiente ou ruim. Este estudo foi interessante pelo reforço do acesso das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família aos serviços de saúde bucal e Educação em Saúde.

Palavras-chave: Cárie Dentária. Odontologia Preventiva. Estudos de Intervenção. Educação em Saúde Bucal. Pobreza.

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