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URGÊNCIA E EMERGÊNCIA NA ATENÇÃO BÁSICA: estamos preparados para acolher essa demanda?

RESUMO: Atenção Primária à saúde tem a responsabilidade de acolher e atender adequadamente a demanda que lhe acorre e se responsabilizar pelo encaminhamento desta clientela quando a unidade não tiver os recursos necessários para o atendimento. Sendo assim, é condição sine qua non que a demanda apresentada pelo usuário seja acolhida, escutada, problematizada e reconhecida como legítima. É interessante afirmar que dentro do cenário de atendimento ao usuário, enquadra-se a Política Nacional de Atenção às Urgências que tem como diretrizes a ampliação do acesso e acolhimento aos casos agudos demandados aos serviços de saúde em todos os pontos de atenção. Isto contempla a classificação de risco, intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos, articulação e integração dos diversos serviços e equipamentos de saúde, constituindo redes de saúde com conectividade entre os diferentes pontos de atenção e qualificação da assistência, utilizando como meio a educação permanente das equipes de saúde do SUS na atenção às urgências, em acordo com os princípios da integralidade e humanização. Este estudo objetivou elaborar um fluxograma de atendimento de urgência e emergência resolutivo e humanizado na Atenção Primária à Saúde. Para o desenvolvimento desta investigação optou-se por uma pesquisa do tipo intervenção pedagógica, sob abordagem qualitativa, orientada pela teoria Histórico-Cultural de Vygotsky. Foi realizada em nas Unidades básicas de saúde de Santana do Acaraú, Ceará com profissionais médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e dentista. A pesquisa foi submetida ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, aprovada sob parecer Nº 3.517.620. Para exploração do material e processamento dos dados textuais concedidos por meio do questionário foi utilizado o software IRAMUTEQ. Foi percebido com o estudo que a atenção primária não tem material/equipamento para atender esta demanda como também não se sente preparada. Pode-se então concluir que o atual modelo de atendimento à demanda espontânea é ineficaz, os casos de urgência e emergência são encaminhados ao hospital municipal em sua grande maioria sem nenhum tipo de atendimento inicial. Boa parte dos profissionais não estão preparados para os casos agudos. Esta representação da atenção às urgências e emergências resulta da convergência de diversos entraves sofridos pelo Sistema Único de saúde (SUS) vigente no Brasil. A busca pela integralidade do cuidado, categoricamente não acontecerá sem a efetivação de uma política transversal capaz de melhorar o acesso, o acolhimento e a qualidade dos serviços prestados no SUS. Por mais que isso possa ser complexo, não pode mais ser visto como inviável.

PALAVRAS CHAVES: atendimento de urgência; atendimento de emergência; atenção primária à saúde.

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