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VIOLÊNCIA À CRIANÇA NO CONTEXTO FAMILIAR: PERCEPÇÃO DAS EQUIPES DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

RESUMO: A violência caracteriza um grave problema de Saúde Pública que abrange qualquer ação ou omissão que gere comprometimento ao bem-estar biopsicossocial e a desenvolvimento integral do ser humano. Objetivou-se identificar a percepção das equipes, de unidades de Atenção Primária à Saúde (APS), acerca da violência à criança no contexto familiar, em um município do Nordeste brasileiro. Investigação exploratória e descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa. Desenvolveu-se em dois momentos: entrevista com questionário semi-estruturado, seguida de 01 grupo focal em 01 unidade referência no cuidado. Para processamento dos dados quantitativos, utilizou-se o programa Microsoft Excel, versão 2013. Para os dados qualitativos, a análise de conteúdo, segundo Bardin e os princípios do Interacionismo Simbólico de Herbet Blummer. Os resultados revelaram predominância da violência por negligência com 33% e da violência psicológica, 31,4%. A maioria dos profissionais, 75,7%, nunca participou de cursos de capacitação sobre Linha de Cuidados. Há valorização em referir situações de violência para os serviços especializados, quando 45,7% dos participantes relataram que estes serviços estão parcialmente iniciados e as unidades de APS, com 81,4%, não iniciados. A percepção destas equipes revela à necessidade de agregar competências e atitudes no sentido de construção de práticas/políticas públicas de articulação da rede psicossocial e gestão compartilhada do cuidar. Almeja-se que os resultados revelados nesta pesquisa possam promover a abertura de um diálogo necessário entre os diversos  atores e instituições envolvidos com a temática da violência na infância, ainda invisível nas práticas do cuidado, com perpetuação dos atos violentos e violação dos direitos essenciais.

 

Palavras-chave: Saúde da criança. Maus tratos infantis. Atenção Primária à Saúde.

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